sábado, 2 de setembro de 2017

《American Pit Bull Terrier》





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🇺🇸 《American Pit Bull Terrier》

《Pit Bull 》
《American Pit Bull Terrier》
《APBT》

Nome original American Pit Bull Terrier
País de origem: Estados Unidos.
Função: Esporte, caça e companhia.

Pit Bull — abreviação de American Pit Bull Terrier — é uma raça canina oriunda dos Estados Unidos. Originalmente criado para a rinha de cães, o Pit Bull atua hoje como cão atleta em competições, e como cão de caça ao Javali.
A história do American Pit Bull Terrier é antiga e cheia de controvérsias, muitos acreditam que o Pitt Bull atual é fruto do cruzamento entre o Antigo Bulldog Inglês (que tem relação com os atuais Bulldogs, mas não são mais as mesmas raças), e antigas raças de cães terriers.
Segue abaixo um breve resumo histórico que abrange a possível utilização do antigo Alano no Pit Bull...
Outro cão que também é possível ter passado pelas cruzas até se chegar ao Pit Bull é o antigo Pointer Espanhol (isso está num dos livros de um dos membros da família Colby).
O Pit Bull é um cão de porte médio do tipo Terrier, e descende do Bull-and-Terrier, cães que eram fruto do cruzamento direto entre o Antigo Bulldog inglês e o Antigo Terrier inglês. O Bull-and-terrier foi criado nas Ilhas britânicas para caça e para o combate, e geralmente é creditado como o único ancestral do Pit Bull, porém alguns estudiosos especulam que ao chegar nos Estados Unidos (no século XIX), alguns Bull-and-terriers foram cruzados com o antigo Alano espanhol, então dando origem ao Pit Bull.
O Pit Bull não é indicado para a função de guarda residencial/territorial, de modo que é um cão caracteristicamente bastante amistoso com pessoas estranhas, o que é uma qualidade desfavorável para a função. Agressividade contra humanos é considerada fator desqualificante no padrão oficial dos três mais importantes clubes cinófilos da raça (UKC, ADBA e APDR).
A palavra "pit" é de origem inglesa e significa "fosso", os fossos eram as arenas onde os cães lutavam; "bull" foi herdado do seu ancestral, o Antigo Bulldog Inglês que possuía esse nome por ter sido utilizado no Bull-baiting (combate entre cães e touros); "terrier" foi herdado dos seus ancestrais terriers, cães utilizados na caça.
Internacionalmente, o Pit Bull é reconhecido por entidades como a Alianz Canine Worldwide, International Canine Kennel Club e World Kennel Union. No Brasil, a raça é reconhecida oficialmente pela CBKC, SOBRACI, e pela UCB (União Cinológica Brasileira). Já nos Estados Unidos é reconhecida por várias entidades, tais como o UKC (United Kennel Club), ADBA (American Dog Breeders Association), NAPBTA (National American Pit Bull Terrier Association), APDR (American Preservation Dog Registry), e AADRI (All American Dog Registry International); sendo as duas primeiras (UKC e ADBA) as mais antigas e importantes.
A raça foi reconhecida oficialmente pela primeira vez em 10 de Fevereiro de 1898 pelo UKC, o primeiro cão registrado era um exemplar chamado Bennett's Ring.
Os primeiros cães chegaram ao Brasil entre o final dos anos 1970, no Rio Grande do Sul, e início dos anos 1980 no Rio de Janeiro. Em São Paulo, só em 1986 é que foi importado o primeiro cão, era um macho chamado Playboy. Porém, a grande popularidade da raça só veio a acontecer no final dos anos 1990.
No século XIX, no Reino Unido os Esportes sangrentos (combates que envolviam animais) eram muito populares e apreciados. Dentre estes "esportes", o mais popular era o bull-baiting, uma prática sádica em que os Antigos Bulldogs eram usados para atacar touros trazidos à uma arena em frente à um grande público composto por várias classes sociais. O touro ficava amarrado por uma longa corda, e os cães atacavam-o evitando coices e chifradas, agarravam o seu nariz ou orelha, e seguravam-se até que o touro caísse. Os súditos e a realeza da época compareciam a estes espetáculos sangrentos em busca de diversão, na tentativa de distraírem-se da pobreza e doenças de seu tempo. Contudo, uma nova opinião pública forçou o governo a tomar uma medida.
Em 1835, o parlamento inglês proibiu todos os esportes sangrentos, incluindo o popular Bull-baiting. Uma vez que o bull-baiting foi banido, os criadores que apreciavam as qualidades combativas dos antigos buldogues utilizados nestes eventos, voltaram sua atenção para a briga de cães, que apesar de proibida era fácil de esconder. Começaram utilizando o Antigo Bulldog, mas percebendo que lhes faltava mais agilidade, cruzaram-no com o Antigo Terrier inglês, e produziram cães conhecidos como Bull-and-terrier, que eram animais de porte médio com extrema força, dotados de maior agilidade que os bulldogues e com grande resistência física e persistência; um cão que cumpria todas as expectativas dos criadores de cães de briga. Na rinha o Bull-and-terrier mostrava bravura, alta tolerância à dor, determinação, afeição e lealdade ao seu dono.
Posteriormente, entre os anos de 1845 e 1850, durante o evento histórico conhecido como a "Fome da Batata" na Irlanda, boa parte desses cães Bull-and-terrier foram levados por imigrantes das Ilhas Britânicas (por ingleses e principalmente por irlandeses) para os Estados Unidos, onde foram utilizados como cães de boiadeiro, cães de briga, cães de caça pesada(caça a javalis), e como proteção contra animais selvagens. Em solo americano, o bull-and-terrier foi aperfeiçoado, dando origem a nova raça que em 1898 foi reconhecida pelo UKC (United Kennel Club) com o nome de American Pit Bull Terrier. Após o reconhecimento a raça passou a ser cada vez mais utilizada em rinhas, atingindo o auge, entre as décadas de 1920 e 1970, quando a prática finalmente foi proibida em todos os estados do país americano.
Atualmente o American Pit Bull Terrier demonstra sua versatilidade, participando com sucesso em campeonatos de Obediência, Faro, Agility, Schutzhund, Tração(Weight pull), Pit gameness e Dock diving, bem como em provas de conformação física.
As características essenciais do American Pit Bull Terrier (segundo o Padrão Oficial da Raça, descrito pela UKC) são a resistência e auto-confiança. São cães com um alto nível de energia, não devendo assim ficarem presos num espaço pequeno, muito menos em correntes curtas. São cães destemidos e inteligentes e precisam de bastante exercício.
Em relação às características físicas, de acordo com o padrão UKC é preferível que os machos pesem entre 15 e 27 kg e possuam entre 45 e 53 cm na altura da cernelha; e que as fêmeas possuam entre 13 e 22 kg, e entre 43 e 51 cm na altura da cernelha. Já o padrão estabelecido pela ADBA, possui um limite de peso oficialmente preestabelecido, e relata que um Pit Bull condicionado deve pesar exatamente entre 13 e 34 kg, machos ou fêmeas; A altura deve ser proporcional ao peso. Os cães não devem ser pernaltas e nem muito pesados para seu tamanho. São cães de estrutura "quadrada" quando na posição anatômica animal. Possuem musculatura aparente, porém não exageradamente volumosa, transparecendo força e agilidade.
Quanto à trufa (narinas) dos cães, há duas colorações: Red Nose (nariz vermelho) e Black Nose (nariz preto).
Na pelagem todas as cores são aceitas, exceto o merle. As cores de pelagem mais comuns são o vermelho (marrom), preto, e buckskin (fulvo). O albinismo é desqualificado, porém cães brancos normais (leucísticos) sem albinismo são aceitos. Nos olhos inclusive a cor verde é aceita, no entanto, o azul é completamente abominado. Cães com um olho de cada cor são desqualificados. As orelhas são normalmente cortadas, mas em estado natural elas são de inserção alta e é aceitável semi-eretas ou em formato de rosa.
É um cão de porte médio, de construção sólida, pelagem curta e musculatura bem definida. Esta raça é poderosa e atlética. Combina resistência e atletismo com graça e agilidade. Nunca deve ter aparência desajeitada ou com musculatura exageradamente saliente ou ossos finos e pernalta. Acima de tudo, o American Pit Bull Terrier deve ter a capacidade funcional de ser um cão de trabalho, forte e saudável. Facilidade de respirar e equilíbrio e harmonia de todas as partes do corpo são componentes muito importantes. Alguns exemplares apresentam o focinho com coloração vermelha (ou seja, red nose).
Colorações de trufa (nariz) - A raça possui duas colorações:
Black nose - "Nariz preto". Trufa(nariz) de coloração preta.
Red nose - "Nariz vermelho". Trufa(nariz) de coloração vermelho fígado.
(Observação: Cães com narinas totalmente despigmentadas são desqualificados)

Temperamento
São cães que se apresentam dóceis com humanos, porém, podem apresentar agressividade contra outros cães (característica comum em cães do grupo terrier) ou contra outros animais.
O padrão oficial da raça desenvolvido pelo United Kennel Club (primeiro clube a reconhecer a raça em 1898), estabelece: É um cão forte, autoconfiante, corajoso, determinado e tem muita alegria de viver. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo...
O American Pit Bull Terrier não é a melhor escolha para os que procuram cães de guarda, por ser extremamente amigável mesmo com desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça, portanto isso é extremamente indesejável.
— Padrão UKC oficial, traduzido pela CBKC, [United Kennel Club United Kennel Club]
Qualquer característica que fuja a essas já mencionadas é totalmente indesejável, sendo fator desqualificante no padrão da raça. Portanto, qualquer cão que não possua as características de temperamento mencionadas, é desqualificado, ou seja, impossibilitado de representar a raça.

É recomendável que por ocasião de passeios públicos estejam sempre com focinheiras que inviabilizam ataques a outros cães.
O Pit Bull é um cão inteligente e versátil, seus exemplares são altamente treináveis. São cães saudáveis, rústicos, que reclamam pouco e oferecem muito aos seus donos. Ao adquirir um exemplar desta raça, o novo dono deve saber de início que por ser um cão atleta nato, necessita de pelo menos 1 hora diária de passeios com exercícios frequentes.
Pit Bull red nose, em alerta
A extrema popularidade também gerou problemas para a raça, já que são realizados muitos cruzamentos inescrupulosos e mestiçagens, o que pode gerar cães com desvio de temperamento, ou seja, cães com temperamento totalmente contrário ao que seria típico dos cães "puros".

Segundo a American Temperament Test Society (ATTS), instituição que estuda e avalia o temperamento e comportamento de milhares de cães de diversas raças mediante a uma série de testes em animais com pedigree, o American Pit Bull Terrier teve um dos maiores índices de aprovação, estando dentre os mais dóceis e menos propensos a atacarem pessoas, ficando inclusive a frente de cães das raças Collie, Cocker, Pastor-alemão, Golden retriever, e Dálmata, por exemplo.
As linhagens tradicionais/clássicas ou Game dogs ("Cães com Gameness testado"), são as linhagens mais antigas de Pit Bull, e possivelmente as mais aclamadas e famosas. Estas linhagens foram desenvolvidas e selecionadas por décadas através do Gameness para a prática do combate entre cães. Atualmente, décadas depois da proibição das rinhas, os cães destas linhagens vem sendo redirecionados para práticas esportivas, como o Pit gameness, e para a caça, especialmente para a caça de javalis. Mas também participam de provas de conformação física, promovidas pela ADBA (American Dog Breeders Association), que registra o Pit Bull desde 1909. Entre as dezenas de linhagens tradicionais/clássicas, algumas das mais conhecidas são: Redboy/jocko, Jeep, Mayday, Rascal, Nigerino, Eli, Crenshaw, Garner, Patrick, Colby, Old Family Red Nose(OFRN), Bolio, Boudreaux, Carver, Chinaman, Zebo, etc. Porém também existem linhagens mais recentes, classificadas como linhagens de conformação. Iniciadas entre as décadas de 1970 e 1980, estas linhagens foram desenvolvidas especialmente para competições de conformação física (Competições de beleza) do United Kennel Club, o clube mais antigo a registrar a raça. Estas linhagens são conhecidas principalmente pela beleza, mas podem também assumir funções. Estas linhagens têm como base de fundação cães da linhagem tradicional/clássica Old Family Red Nose(OFRN). Consequentemente, nas linhagens de conformação os cães Red nose são os mais comuns. Dentre as linhagens modernas mais conhecidas, estão: Castillo's, Lar-san, Vegas, Red-coat, Red ranger e Sarona.
O Pit Bull costuma ser um cão bastante rústico e resistente, porém pode sofrer com alguns problemas de saúde. Entres as principais doenças que acometem a raça estão os problemas de pele, principalmente alergias de pele, tais como alergia à pulgas, à grama, pólen, etc. Estes problemas afetam principalmente cães Red nose e/ou de pelagem branca. A sarna demodécica também pode acometer alguns cães. A exposição ao sol, no caso dos cães brancos, também deve ser controlada.
E assim como em grande parte dos cães de médio a grande porte, o Pit Bull também pode sofrer com displasia coxofemural.
Referências
Padrão American Pit Bull Terrier (PDF). CBKC. Origens do Pit Bull (em inglês)
O antigo Alano espanhol
Padrão UKC American pit bull terrier (PDF) (em inglês).
Padrão American Pit Bull Terrier (PDF) (em inglês). ADBA.
Padrão da raça pelo clube cinófilo APDR - American Preservation Dog Registry
Tudo sobre cães.
Alianz Canine Worldwide - Grupo 3 Terriers do tipo Bull
International Canine Kennel Club - Grupo 3 - Terriers
World Kennel Union - Grupo 3
Situação atual do Pit Bull no Brasil. American Pit Bull Terrier. Consultado em 06 de novembro de 2015.
American Pit Bull Terrier Network Temperament (em inglês).
Pit Bull - Leis. Saúde Animal. Consultado em 30 de Dezembro de 2015.
American Temperament Test Society (em inglês). Atts.org. Bloodlines of American Pit Bull Terrier (em inglês).
Dog breed info.
Raças de cães - American Pit Bull Terrier.
Pit Bull - American Pit Bull Terrier. Site Blog do Cachorro.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Il Cane da Presa Meridionale





🇮🇹《 Il Cane da Presa 》


O Cane da presa meridionale, Cane da presa meridional ou Cane da Presa, (em italianoː "Cão de caça meridional") é uma antiga raça de cães originária da Itália. É visto como uma variedade funcional e versão "original" do Mastim Napolitano, e parente próximo do Cane Corso. Foi muito utilizado como cão de agarre na caça ao javali e como cão de guarda. Antes de 1946 não havia distinção entre Mastim Napolitano, Cane da presa e Cane Corso, estes eram apenas três nomes regionais diferentes para o mesmo cão. Após este ano, estes cães passaram a ser organizados em duas raças diferentes com padrões raciais distintos, o que acabou quase extinguindo o cão italiano original. Recentemente, aficionados pelos cães originais criaram uma organização que está a reunir os espécimes restantes que se encaixam no padrão antigo do Mastim napolitano de 1946, resgatando a raça em seu formato original.

Cão do sul da Itália, com qualidades notáveis ​​de inteligência e coragem. Com vocação para defender o gado, resistente e com uma notável capacidade de adaptação a diferentes tensões ambientais.

"Quando algo já está lá, não é necessário inventá-la, apenas redescobri-la."

Excelente cão de guarda e proteção pessoal, Particularmente adequado como um cão de guerra e cão policial. Um cão imponente, e um companheiro dedicado. De tipo molossóide, valente, afetuoso e dócil para com seu mestre, mas terrível oponente para os inimigos. Facilmente treinados em todas as especialidades do cão de trabalho. 

Tamanho:
Fêmeas 63 a 68 cm, machos 65 a 75 cm.

Peso: 45 a 70 Kg.



Referências:
http://dogsarena.net/blog/2015/02/11/neapolitan-mastiffscane-corso-and-cane-da-presa-meridionale-is-the-neapolitan-mastiff-worth-having/
https://www.facebook.com/groups/canedapresa/
http://canedapresa.forumfree.it/

https://museum-s.info/gtrendscimg-cane-da-presa.html


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Combate de cães - uma das formas mais graves de abuso de animais.



A luta de cães é um "esporte" sangrento que tem sido praticado durante séculos ao redor do mundo, ilegal na maioria dos países desenvolvidos, onde cães são colocados para lutar, às vezes até a morte.

É um "esporte" sangrento que tem sido praticado há séculos em todo o mundo. Esportes sangrentos envolvendo animais lutando tem ocorrido desde os tempos antigos, a mais famosa no Coliseu em Roma durante o reinado do Império Romano.

Durante mais de seiscentos anos o passatempo floresceu, alcançando o pico de sua popularidade durante o século XVI. Os diferentes tipos de animais envolvidos permitiram a especialização da raça e formas anatômicas básicas de cães combatentes, que vemos hoje.


O combate ao combate, contra ao crime na China remonta a 240 dC.
A luta de cães tem sido documentado na história registrada de muitas culturas diferentes, e é suposto ter existido desde a domesticação da espécie. Muitas raças foram criadas especificamente para ter força, atitude, e características físicas que os tornariam melhores cães de combate.

Os estudiosos especulam que a migração humana em grande escala, o desenvolvimento do comércio e os presentes entre tribunais reais de valiosos cães de combate facilitaram a propagação de raças de cães combatentes. Há muitos relatos de campanhas militares que usaram cães de luta, bem como presentes reais sob a forma de cães grandes.

Antes do século 19,  eram frequentes os Bull-baiting , os Bear-baiting, e a rinha de galos. Os touros trazidos ao mercado foram colocados pelos cães como uma forma de amolar a carne e proporcionar entretenimento para os espectadores; E as lutas de cães com ursos, touros e outros animais eram muitas vezes organizadas como entretenimento tanto para a realeza como para os plebeus.

Os primeiros cães do tipo bull terrier foram criados para a característica de trabalho conhecida como gameness, colocando cães contra urso ou touro, testando esse atributo juntamente com a força e habilidade do cão. Estes primeiros "proto-staffords" forneceram a base ancestral al para o Staffordshire Bull Terrier, o Bull Terrier, o American Pit Bull Terrier e o American Staffordshire Terrier. Este antepassado comum era conhecido como "Bull and Terrier".

Esses esportes sangrentos foram oficialmente eliminados em 1835, enquanto a Grã-Bretanha começou a introduzir leis de bem-estar animal. Uma vez que os combates de cães eram mais baratos de organizar e muito mais fáceis de esconder da lei do que as de touro ou urso, os proponentes de bloodsport voltaram seus cachorros uns contra os outros.

A luta de cães foi usada tanto como sangue (muitas vezes envolvendo jogos de azar) como para continuar testando a qualidade de suas ações. Durante décadas depois, a luta de cães clandestinamente ocorreu em bolsas de classe trabalhadora, Grã-Bretanha e América.

Os cães foram lançados em um poço, e o último cão ainda lutando (ou ocasionalmente, o último cão que sobreviveu) foi reconhecido como o vencedor. A raça da base do cão-de-luta era, em sua aparência externa, uma raça grande, com uma construção poderosa e cabeça fortemente desenvolvida.

A criação de cães em seus estágios iniciais foi realizada sistematicamente, com o desejo de especialização.


Acredita-se que o desenvolvimento de raças individuais ocorreu em áreas geográficas estreitas, correspondendo ao desempenho exigido nessas regiões. A seleção para o desempenho, complementada pela criação de formas corporais adequadas, levou à formação de raças. A tarefa do cão de luta exige características anatômicas específicas e características temperamentais. O objetivo é criar um cão que ataca os animais, mas dócil e afetuoso com os seres humanos.

Todas as raças com um personagem adequado para proteger os seres humanos e a luta contra animais selvagens podem ser consideradas para a luta contra cães. Especial atenção é dada ao American Pit Bull Terrier ou Staffordshire Bull Terrier. As pessoas que se envolvem com essa crueldade animal afirmam que os cães gostam e querem lutar - na verdade, os cães têm que aprender a estar sempre em posição de defesa e lutar por suas vidas.

História européia



Os esportes sangrentos em geral remontam até o Império Romano. Em 13 aC, por exemplo, o antigo circo romano matou 600 bestas africanas. Da mesma forma, sob o reinado do imperador Claudius, enquanto os espectadores aplaudiam, 300 ursos e 300 animais líbios foram mortos no Coliseu. O combate de cães, mais especificamente, também remonta a época romana antiga. Em 43 dC, por exemplo, cães lutaram ao lado dos romanos e dos britânicos na Conquista Romana da Grã-Bretanha .

Nesta guerra, os romanos usaram uma raça que se originou da Grécia chamada Molossus; Os britânicos usavam Mastiffs de boca larga, que se pensava que descendiam da linhagem Molossus e que também se originaram da Grécia. Embora os britânicos tenham superado em número e, em última análise, tenham perdido essa guerra, os romanos ficaram tão impressionados com os Mastiffs ingleses que começaram a importar esses cachorros para uso no Coliseu, bem como para uso em tempos de guerra. Enquanto os espectadores observavam, os Mastiffs ingleses importados foram lançados contra animais selvagens, como elefantes, leões, ursos, touros, e gladiadores.



Mais tarde, os romanos criaram e exportaram cachorros de combate para a Espanha, França e outras partes da Europa, até que finalmente estes cães estavam de volta a Inglaterra. Embora as lutas com touros e ursos fossem populares em toda a Idade Média até o século XIX na Alemanha, França, Espanha, Portugal e Holanda, os cães britânicos foram confrontado com touros e ursos em uma escala como nenhum outro. 

No século XII, na Inglaterra durante a era feudal, a aristocracia rural, que tinha o controle militar direto em sistemas feudais descentralizados e, portanto, possuía os animais necessários para fazer a guerra, introduziu bull baiting e o bear baiting para o resto da população britânica. Em anos posteriores, a atração de combate com touro e com urso se tornaram uma fonte popular de entretenimento para a realeza britânica.

Por exemplo, a rainha Elizabeth I , que reinou de 1558-1603, era uma ávida seguidora de buracos de touro e urso; Ela criava Mastiffs para entreter convidados estrangeiros com uma briga sempre que visitaram a Inglaterra. Além de criar Mastiffs e divertir visitantes estrangeiros com uma luta, a Rainha Elizabeth, e mais tarde seu sucessor, o Rei James I, construíram uma série de jardins de urso em Londres. Os edifícios do jardim eram redondos e sem teto, e abrigavam não apenas ursos, mas também touros e outros animais selvagens que poderiam ser usados ​​em uma luta. Hoje, uma pessoa pode visitar o museu Bear Garden perto do Shakespeare Global Complex em Bankside, Southwark. 





Com a popularidade do bando de touro e urso, os ursos necessários para tais lutas logo se tornaram escassos.Com a escassez de população de ursos, o preço dos ursos aumentou e, por causa disso, a atração de touro tornou-se mais comum na Inglaterra ao longo do tempo. Os touros que sobreviveram às lutas foram abatidos depois pela carne, já que se acreditava que a luta causava que a carne de touro se tornasse mais macia. 

Na verdade, se um touro fosse oferecido para venda no mercado sem ter sido submetido ao combate no dia anterior, os açougueiros estavam sujeitos a multas substanciais. As lutas de animais foram temporariamente suspensas na Inglaterra, quando Oliver Cromwell tomou o poder, mas foram reintegrados novamente após a Restauração .

A rinha de cães, ursos e touros foram oficialmente proibida na Inglaterra pelo Human Act de 1835. A proibição oficial de todas as lutas, no entanto, realmente serviu para promover a luta entre cães na Inglaterra. Uma vez que uma pequena quantidade de espaço era necessária para o poço onde uma luta de cachorro ocorria, em comparação com o anel necessário para buracos de touro ou urso, as autoridades tiveram dificuldade em impor a proibição de luta entre cães.

Origem


A raça da base do cão de luta era, em sua aparência externa, uma raça grande, baixa e pesada com uma força poderosa e uma cabeça fortemente desenvolvida e uma voz tremendamente ameaçadora. Além disso, essas raças de origem também foram criadas por um maxilar poderoso que lhes permitiria defender e proteger os seres humanos, dominar e puxar animais grandes em uma caçada e controlar animais domésticos grandes. 



Quando bullbaiting tornou-se popular na Inglaterra devido à escassez de ursos, os bull baiters logo perceberam que grandes cães de luta foram construídos muito pesados ​​e muito lentos para esse tipo de combate. Ao lutar contra um touro, os cães foram treinados para agarrar o nariz do touro e segurar a cabeça do touro no chão. Se o cão não conseguisse fazer isso, o touro jogaria o cachorro fora do anel com seus chifres. Os britânicos, portanto, decidiram criar seletivamente cães de luta com pernas mais curtas e um maxilar mais poderoso. Esses esforços resultaram no Old English Bulldog .

No entanto, quando os países começaram a proibir o buraco de touro e urso, e os adeptos desse "esporte" começaram a colocar cães contra cães. Com a prevalência desse combate, logo perceberam que os bulldogs eram inadequados e começaram a criar bulldogs com terriers para obter características mais desejadas.

Os terriers eram provavelmente mestiços com bulldogs devido à sua estrutura geralmente robusta, velocidade, agressão e "gameness altamente desenvolvido". No entanto, há um debate sobre qual tipo de terrier foi criado com bulldogs para criar o Bull e Terrier. Por exemplo, Joseph L. Colby afirmou que era o English White Terrier de que os Bull and Terriers  são descendentes, enquanto Rhonda D. Evans e Craig J. Forsyth afirmam que seu antepassado é o Rat Terrier. Carl Semencic, por outro lado, considerou que uma variedade de terriers produziu o Bull and Terrier.



Eventualmente, fora dos bulldogs e terriers de criação cruzada, os ingleses criaram o Staffordshire Bull Terrier. Quando o Staffordshire Bull Terrier chegou à América em 1817, os americanos começaram a reproduzir seletivamente para gameness e criaram o American Pit Bull Terrier.

Os animais de "bait" são animais usados ​​para testar o instinto de luta de um cão; Eles são frequentemente agredidos ou mortos no processo. Muitos dos métodos de treinamento envolvem torturar e matar outros animais inocentes. Muitas vezes, são animais dispersos, animais de estimação roubados, cachorros, gatinhos, coelhos, cachorros pequenos e até mesmo pit bulls que parecem ser passivos ou menos dominantes.

Outras fontes incluem animais selvagens, animais obtidos de um abrigo ou animais obtidos de anúncios ""free to good home". Os focinhos desses animais de isca são muitas vezes envoltos com fita adesiva para impedir que eles se recuperem e eles são usados ​​em sessões de treinamento para melhorar a capacidade de resistência, força ou luta de um cão. Os dentes de um animal de isca também podem ser quebrados para evitar que eles combatam.

Ou seus dentes são arquivados e suas unhas são cortadas até nada. Na Europa, são animais dispersos de alto risco, para serem enganados com alimentos e depois serem pegos e expostos a essas atrocidades.

Se os animais de isca ainda estão vivos após as sessões de treino, eles geralmente são administrados aos cães como uma recompensa, e os cães terminam matando-os. Ou são esfaqueadas ou espancados até a morte...

Para quem desejar saber mais e ver fotos dos animais usados para essas atrocidades, segue o link original da matéria com as fotos:
http://www.esdaw.eu/dogfighting.html



Lutadores de rua
Muitas vezes associadas à atividade de gangues, os lutadores de rua usam cães por insultos, invasões de território ou simples provocações como "meu cachorro pode matar seu cachorro". Esse tipo de luta é muitas vezes espontâneo; desorganizado; Realizado por dinheiro, drogas ou direitos de se gabar; E ocorrem nos cantos das ruas, becos traseiros e playgrounds do bairro.

Os lutadores de rua urbanos geralmente têm vários cachorros acorrentados em quintais, muitas vezes por trás de cercas de privacidade, ou em porões ou garagens. Após uma briga de rua, os cães são freqüentemente descobertos por policiais e oficiais de controle de animais mortos ou morrendo. Devido à espontaneidade de uma briga de rua, eles são muito difíceis de responder a menos que sejam relatados imediatamente. 

As lutas de cães na Europa tendem a ser um "entretenimento divertido" durante a noite e fins de semana, para jovens comuns com seus próprios cães.

Hobbyists e profissionais muitas vezes criticam as técnicas que os lutadores de rua usam para treinar seus cães. Tais técnicas incluem morrer de fome, drogar e abusar fisicamente do cachorro.

Hobbyists
Hobbyists lutam cães para fins suplementares de renda e entretenimento. Eles normalmente têm um ou mais cães participando de várias lutas organizadas e operam principalmente dentro de uma rede geográfica específica. Os hobbyistas também estão familiarizados uns com os outros e tendem a retornar a locais de luta predeterminados repetidamente.


Profissionais
Os lutadores profissionais criam gerações de "cachorros de caça" qualificados e tomam um grande orgulho na linhagem de seus cães. Esses lutadores fazem uma quantidade tremenda de taxas de cobrança de dinheiro para criar seus campeões, além das taxas e ganhos que eles coletam para lutar contra eles.Eles também tendem a possuir um grande número de cães - às vezes 50 ou mais.

Os profissionais também usam revistas comerciais, como Your Friend and Mine, Game Dog Times, The American Warrior e The Pit Bull Chronicle, para discutir lutas recentes e anunciar a venda de equipamentos de treinamento e cachorros.

Alguns operam a nível nacional ou mesmo internacional em redes altamente secretas. Quando um cão não é bem sucedido em uma luta, um profissional pode descartá-lo usando uma variedade de técnicas, como d rowning, estrangulamento, suspensão, tiro, eletrocussão ou algum outro método . Às vezes, profissionais e hobbyistas dispõem de cães considerados agressivos aos humanos contra os lutadores de rua.







Equipamento de treinamento usado para treinamento de cães, bem como ferramentas e suprimentos cirúrgicos, usados para costurar os animais após brigas são comuns neste esporte cruel.



Atividades de Gangs e criminosos
Embora a luta por cães tenha sido vista anteriormente como um problema isolado de bem-estar animal - e, portanto, raramente aplicada, a última década produziu um crescente número de evidências legais e empíricas que revelaram uma conexão entre a luta entre cães e outros crimes dentro de uma comunidade, como organizados Crime, racketeering, distribuição de drogas e / ou gangues.

Dentro da comunidade de gangues, os cães de combate competem com as armas de fogo como opção de arma; De fato, sua utilidade versátil supera, sem dúvida, a de uma arma de fogo carregada no subterrâneo criminoso. Os distribuidores de drogas distribuem suas mercadorias ilícitas, as apostas são feitas, as armas estão escondidas e os cães se mutilam mutuamente em um frenesi sangrento enquanto as multidões reagem.

A violência geralmente entra em erupção entre os jogadores geralmente armados quando os débitos devem ser cobrados e pagos. Há também uma preocupação para as crianças que são rotineiramente expostas à luta contra cães e são obrigadas a aceitar a violência inerente como de costume. A exposição de rotina das crianças ao abuso e negligência de animais sem restrições é um fator importante na sua manifestação posterior de desvio social.



Luta de cães é geralmente definida como colocando dois cães um contra os outro em um anel ou um poço para o entretenimento dos espectadores ou a gratificação dos dogfighters, que às vezes são chamados de dogmen.

Nas áreas rurais, as lutas de cães são freqüentemente encenadas em celeiros ou poços ao ar livre; Em áreas urbanas, podem ocorrer lutas em garagens, porões, armazéns, edifícios abandonados, becos traseiros, playgrounds de bairro ou nas ruas.

As lutas de cães costumam durar até que um cão seja declarado vencedor, o que ocorre quando um cão não consegue arranhar, um cachorro morre, ou um cachorro sai do poço. O perdedor, se não for morto na luta, geralmente é morto pelo dono através de uma arma, espancamentos ou tortura. 

Bem-estar e direitos dos animais
Os defensores dos animais consideram que a rinha de por cães é uma das formas mais graves de abuso animal , não só pela violência que os cães sofrem durante e depois das lutas, mas também pelo sofrimento que muitas vezes sofrem no treinamento e sofrimento de outros cães e animais utilizados como isca .

A luta organizada por cães é conduzida em grande escala na Europa por pessoas sombrias, mas o debate em torno dessas atrocidades inimagináveis ​​é silencioso.




A luta contra os cães é ilegal nos Estados-Membros da UE, mas as lutas estão constantemente a ser organizadas em toda a Europa e na UE, nos quais os cães são - literalmente - forçados a lutar por suas vidas.

As operações organizadas de combates de cães são muito extensas e comuns. A Europa (UE), mais do que o público em geral e a polícia na Europa estão cientes.

Os cães nascem, vivem e morrem como uma ferramenta em um mundo de pessoas violentas, de dinheiro e de prestígio. Esta é uma das mais graves crueldades para os animais que existem no mundo. No entanto, na Europa, em silêncio sem qualquer atenção direta da mídia ou da sociedade.




É tudo sobre criação, apostas e jogos de azar, que são anunciados de forma altamente sofisticada e organizada através da internet. As raças mais utilizadas são cães com características já melhoradas e por criação seletiva, as pessoas estão tentando aumentar as qualidades dos cães e melhorar as características dos cães, como baixo estímulo, agressão, tenacidade e combatividade.

Os cães usados ​​neste esporte cruel são geralmente Pitbull, Rottweiler, raças misturadas, mas também outras raças puras. Os cães não nascem viciosos ou agressivos, mas os indivíduos sem escrúpulos começam a treinar o cachorro quando é cachorrinho e desencadeia o cachorro a querer lutar e morder, o que é mais fácil para algumas raças abraçar. Todos os cães desta indústria que não se classificam neste esporte cruel são brutalmente mortos.

Muitos cães que não são usados ​​na luta real são usados ​​como sacrifício de treinamento (cão de isca ou cão-alvo). Os cães-campeões podem praticar suas táticas na "isca", que geralmente serve apenas de corpo de treinamento e é morto sendo mordido até a morte sem poder se defender. Muitos cães e gatos vadios são usados ​​e os animais de companhia roubados, mas também cães que são criados exclusivamente por essas pessoas ​​para essa prática cruel. 




Cães de luta de rua tratados por feridas de facada - Os trabalhadores de saúde animal estão tratando cães por feridas de facada, queimaduras de cigarros e ossos quebrados, quando os relatos de luta de rua se elevam.

Dois terços dos telefonemas sobre a luta de cães estão ligados a jovens que os exercitam como armas, disse a RSPCA. A instituição de caridade de animais disse que o número de relatórios de luta por cães aumentou...

O Sr. Grant disse: "Meus funcionários estão tratando mais cães do que nunca para feridas de luta e lesões sofridas como resultado de serem mantidos como símbolos de status por jovens que pensam ter um cachorro, eles ficam difíceis.

"Eu tive que tratar cães com feridas de facada, ossos quebrados e até mesmo queimaduras de cigarro em suas cabeças. A tortura que alguns desses animais pobres sofreram é simplesmente horrível".

:: Um documentário da BBC Three intitulado My Weapon Is A Dog, que destaca as preocupações da RSPCA, será transmitido hoje à noite às 9h - Fonte: The Telegraph




'Cão de combate' encontrado descartado preso às barras em Nechells.
Um animal que provavelmente teria sido um cão de combate foi jogado em uma área de lazer depois de sofrer cortes profundos, disse a RSPCA.

A instituição de caridade disse que estava interessada em encontrar o proprietário.

O oficial de bem-estar dos animais, Ben Jones, disse: "Na verdade, acho bastante desagradável e exasperante que alguém possa ser tão insensível quanto a usar seu cachorro para lutar e depois simplesmente abandoná-lo sozinho em um parque estranho - sabendo que ele realmente precisa ter emergência Tratamento veterinário ".

Ele disse que seu rosto estava "pingando de sangue" e ele tinha "numerosas" feridas em todo o corpo quando foi descoberto em Mount Street, Nechells, Birmingham. Ele provavelmente liderou "uma existência muito sombria" antes de ser encontrado amarrado em barras de metal na segunda-feira, disse a RSPCA.

Um membro do público chamou a instituição de caridade, que disse que o animal deve ser identificado por um oficial de legislação de cães, como se pensa que ele poderia ser uma raça de pitbull - Fonte: BBC





Status por região

O combate de cães tem sido popular em muitos países ao longo da história e continua a ser praticado de forma legal e ilegal em todo o mundo. Nos séculos XX e XXI, a luta por cães tornou-se cada vez mais uma atividade ilegal na maior parte do mundo.


Afeganistão


Anteriormente proibido pelos talibãs, a luta de cães provocou um ressurgimento em todo o Afeganistão como um passatempo de fim de semana de inverno.

Em Cabul , as lutas são públicas e policiadas por segurança para os espectadores. Os cães não são combatidos até a morte, mas a submissão. Os melhores cães valem tanto como um carro novo.

Austrália


O combate de cães é ilegal na Austrália. Também é ilegal possuir qualquer equipamento de combate projetado para combates de cães. Apesar disso, existem muitos anéis de luta de cães na Austrália que são freqüentemente associados a atividades de jogo e outras práticas ilegais, como o tráfico de drogas e armas de fogo. O RSPCA está preocupado com o fato de que a luta de cães na envolve o sofrimento ou mesmo a morte de cães para fins de entretenimento. 

A natureza ilegal da luta contra cães na Austrália significa que os cães lesionados raramente recebem tratamento veterinário colocando a saúde e o bem-estar do cão em risco ainda maior. Os "cães de raça restrita" não podem ser importados para a Austrália. Estes incluem o Dogo Argentino, o japonês Tosa, o Fila Brasileiro, o Perro de Presa Canario e o American Pit Bull Terrier. Destes, o Pit Bull Terrier e o Perro de Presa Canario são as únicas raças atualmente conhecidas por existir na Austrália e existem regulamentações rígidas sobre manter essas raças, incluindo uma proibição de transferência de propriedade.


China



A China tem uma longa tradição de luta contra cães, particularmente entre os grupos étnicos Uyghur e Hui, e que as lutas não são tecnicamente ilegais como um evento em si.

A China começou a criticar os eventos organizados de cachorros. No entanto, a principal prioridade dos funcionários é impedir o jogo, em vez de impor a proteção dos animais, porque é ilegal na China continental.

Fonte: Evento de luta de cães de Ano Novo em Shanxi, China

Europa e a UE




A luta contra cães é ilegal na UE e na maioria dos países europeus. The Cruelty to Animals Act 1835 de Inglaterra e País de Gales foi a primeira legislação do mundo que tornou ilegal a luta de cães.

Apesar dos processos periódicos de perseguição de cães, as batalhas ilegais de cães continuaram após o Cruelty to Animals Act 1835 de Inglaterra e País de Gales. Revistas esportivas dos séculos XVIII e XIX representam o Black Country e Londres como os principais centros de luta entre cães ingleses do período. As lutas de cães atravessam a Europa, da Escandinávia à Turquia.


Índia



Cães de combate não são comuns, excluindo algumas áreas rurais, e é ilegal conforme definido pela lei indiana. Também é ilegal possuir materiais de luta contra cães, como vídeos, ou participar de um evento.


Japão


De acordo com documentos históricos, Hōjō Takatoki , o 14º shikken (regente shogun ) do shogunato Kamakura era conhecido por estar obcecado com a luta por cães, ao ponto em que permitiu que seu samurai pagasse impostos com cães. Durante este período, a luta contra cães foi conhecida como inuawase .

A luta contra cães foi considerada uma maneira para o Samurai manter sua vantagem agressiva durante tempos pacíficos. Vários daimyō , como Chosokabe Motochika eYamauchi Yodo , ambos da Província de Tosa (atual Prefeitura de Kōchi ), eram conhecidos por encorajar a luta por cães. O combate de cães também foi popular na prefeitura de Akita, que é a origem da raça Akita . 


América do Norte


Dogfighting é ilegal nos Estados Unidos. Foi ilegal no Canadá desde 1892; No entanto, a lei atual exige que a polícia capture indivíduos durante o ato ilegal, o que muitas vezes é difícil. 

De acordo com um estudo da Faculdade de Direito da Universidade Estadual do Michigan, publicado em 2005, nos Estados Unidos, a luta de cães já foi completamente legal e foi sancionada e promovida durante o período colonial (século XVII até 1776) e continuando durante a era vitoriana em No final do século XIX. Ficou cada vez mais proibida, uma tendência que continuou no século XXI.

A partir de 2008, a luta contra cães é um crime em todos os estados. É contra a lei mesmo participar de um evento de luta com cães, independentemente da participação direta. 

A CNN estimou que, nos Estados Unidos, cerca de 40 mil indivíduos estão envolvidos como profissionais do esporte de luta de cães como atividade comercial. As principais lutas dizem ter potenciais bolsas de US $ 100.000 (USD). A CNN também afirmou que mais de 100 mil pessoas estão envolvidas na luta por cães de forma não profissional. Apesar dos problemas de legalidade, os cães ainda são comumente usados ​​para fins de luta em todo o continente.

Paquistão



A luta entre cães e outras formas de luta animal são extremamente populares em todas as partes do Paquistão rural e está profundamente enraizada na cultura rural, onde reside cerca de 70% da população. Tem sido uma maneira para as tribos, os clãs e as pessoas rurais se socializar enquanto se divertiram.

Embora tenha sido recentemente proibida por lei, ainda está sendo praticado no Paquistão rural, especialmente em províncias como Punjab , Azad Caxemira , Sindh e Khyber Pakhtoonkhwa . Pode haver tanto dinheiro quanto milhões de rupias em jogo para os donos de cães vencedores, então as raças diferentes foram cuidadosamente criadas e selecionadas especificamente para o propósito, como Bully Kutta e Gull Dong .

Rússia


Embora existam leis de crueldade animal na Rússia, a luta de cães é amplamente praticada. As leis que proíbem rinhas de cães foram aprovados em certos lugares, e em outros, as lutas de cães são legalmente realizadas, geralmente usando o Cão de Pastor Caucasiano, Pastor da Geórgia, pastor da Ásia Central.

Os testes de temperamento , que são uma forma comum e relativamente ligeira de briga utilizado para fins de reprodução, são razoavelmente comuns. A luta de cães é proibida em Moscou, por ordem do prefeito.


África do Sul



A luta de cães foi documentada na África do Sul, particularmente na região do Cabo Ocidental de Stellenbosch. A Stellenbosch Animal Welfare Society (AWS) responde frequentemente a queixas de luta de cães noturnos na cidade de Cloetesville em que centenas de cães lutam.

América do Sul



A rinha de cães é ilegal na maior parte da América do Sul. O American Pit Bull Terrier é, de longe, a raça mais comum envolvida envolvido no bloodsport.

O Fila Brasileiro e Dogo Argentino também são usados ​​como cães de combate. O Dogo Cubano e o Dogo de Córdoba foram usados ​​para lutar há um século, mas se tornaram extintos.

Crianças pequenas podem ser usadas para transportar cães de combate para evitar a detenção dos proprietários.





Casos significativos



Em 27 de agosto de 2007, o profissional de futebol americano, Michael Vick, se declarou culpado de acusações por crime de correr um anel de cachorrinho . Vick juntou-se a outros três que se declararam culpados antes das acusações de ofensas federais por terem rodado um anel de cachorros competitivo chamado " Bad Newz Kennels " durante um período de 6 anos.

O caso atraiu uma ampla publicidade nos Estados Unidos devido à fama de Vick, sua imagem como modelo e certos detalhes horríveis da operação, incluindo a forma como os cães com desempenho inferior foram executados por meio de eletrocussão e suspensão.

O jogo ilícito relacionado que ele financiou foi especialmente censurável ao seu Código de Conduta do Jogador de futebol profissional. Os quatro co-réus enfrentam até cinco anos de prisão e multa de até $ 250,000 mais restituição.



Também é provável que Vick perca a propriedade da propriedade de $ 15,000 no estado de Surry County, Virgínia, que foi desenvolvida para a empresa. Um grande júri do estado da Virgínia reuniu-se para considerar cobranças adicionais do estado em Vick em 25 de setembro de 2007.

Na sequência do caso Michael Vick, o Fundo de Defesa Legal Animal elaborou uma emenda recomendada às leis estaduais que permitiriam que os promotores acusassem os caçadores de cães de acordo com o estatuto de estatuto de organização influenciada por Racketeer e corrupto (comummente referido como "RICO").

Aplicada às brigas de animais, RICO, originalmente concebido para ser uma arma contra uma grande variedade de esforços criminais organizados, incluindo o tráfico de drogas e o jogo, proporcionaria aos promotores um aumento de força na busca de justiça para os animais abusados ​​e, como no altamente divulgado Caso Michael Vick dogfighting - executado por seus donos.

Trinta e dois estados atualmente possuem estatutos da RICO para os quais esta alteração poderia ser aplicada. A emenda foi promulgada na Virgínia em julho de 2008, tornando-se o terceiro estado, juntamente com o Oregon e Utah, cuja lei enumera dogfighting como uma ofensa de RICO predicado.









Tenho notado que há vários anúncios de Livre à boa casa '... Alguns anos atrás, foi mencionado que havia algumas pessoas que estavam pegando os cães e gatos e usá-los como "alvos" para entretenimento pessoal. Desde então, sabe-se que os animais foram usadas como isca animal.

"Estes homens não são homens suficientes para lutar e tem que usar o cão para fazer o trabalho."

Fonte:
http://www.esdaw.eu/dogfighting.html

sábado, 27 de maio de 2017

A Guarda Natural Por Haroldo de Azevedo Carvalho

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A Guarda Natural

Por Haroldo de Azevedo Carvalho do Canil Guardiões de São Jorge.

"O Contrário de medo é Amor" - Portões de Fogo de Steven Pressfield.

Há milhares de anos os cães acompanham a humanidade, em especial tratamos aqui daqueles utilizados para Guarda e Proteção Pessoal.

Os registros históricos indicam grandes cães utilizados pelos Assírios e Sumérios em combate em 3.200 Antes de Cristo(AC). Na Armênia, no século I AC, Tigran II, O Grande, utilizou os Gampr (raça que deu origem aos protetores de rebanho) em seu exército. O Kuvasz, que em Turko significa o "protetor", acordo com Von Stephanitz, uma autoridade alemã em todas as raças da europa central, foi trazido das estepes russas pelos hunos. A palavra Kuvasz vem da palavra sumerian Kuassa. Esta palavra foi encontrada inscrita em cuneiforme nas placas escavadas em cidades sumerianas antigas registro que tem aproximadamente 7.000 anos.

E os registros históricos de cães protegendo e combatendo passam pela roma antiga com os grandes Molossos Italianos, continuam por toda a idade média, também foram de grande valia nas batalhas com os índios da América do Sul e no Brasil, por toda a época colonial (1500 a 1882) e além (a lei áurea é de 1888) os Filas eram utilizados para controlar e caçar escravos fugitivos.

Assim, toda essa bela história dos cães protegendo territórios e lutando ao lado de homens remonta a séculos antes do adestramento moderno, cujo principal expoente é o Shutzhund (cão de Proteção em Alemão) que se iniciou na Alemanha em 1900, como forma de selecionar Pastores Alemães para trabalhos dentro ou fora de seu território, diante da necessidade de selecionar estes cães, pois já naquele tempo era perceptível que os cães estavam perdendo sua capacidade para o trabalho.

Hoje o Shutzhund é a base de todo o Adestramento Moderno Ocidental e o teste de Proteção consiste em avaliar a coragem do cão para atacar proteger a si e ao seu condutor e atacar sob comando a distância, em provas realizadas em campos de treinamento ou estádios esportivos.

O Shutzhund originalmente era um meio de seleção de cães e atualmente é um esporte com pontuação que avalia rastreamento, obediência e proteção (em que o cão perde pontos se morder o homem e não o material) , tudo isso fora do território do cão, pois os campeonatos acontecem em campos de treinos e estádios esportivos em vários lugares do mundo.

O adestrador Helmut Raiser é o mais citado pelas escolas de adestramento atuais porque em 1981 com a publicação de seu livro "Der Schutzhund" (O Shutzhund) ele revolucionou o esporte na Alemanha, porém tais mudanças só chegaram a Inglaterra e aos Estados Unidos em 1999 com a tradução de seus livros para o Inglês, por Admin Winkler.

Ou seja, o Shutzhund Atual de Helmut Raiser data de 1991 na Alemanha e de 1999 no restante da Europa e Estados Unidos, de forma que é extremamente recente, pois se fosse um humano, seria um jovem Alemão ou um adolescente Americano!!!

Essa "juventude" do Shutzhund, para mim é a principal razão da não aceitação dos alunos da escola atual de adestramento ocidental do Tradicional Conceito de Guarda Natural.

Guarda Natural é a proteção ao território e ao dono inata no Cão, comportamento que se manifesta pelo instinto protetivo que carrega em seus genes somado ao que aprende observando a sua mãe e eventual restante da Matilha, naturalmente, assim como os lobos e demais canídeos selvagens.

Sobre se tratar de uma condição gênica, vale transcrever as palavras de Ed Frawley, Criador de Pastores Alemães e Adestrador Americano, membro do Clube de Shutzhund desde 1976:

"Logo de início todos precisam entender que os drives para o trabalho de proteção são herdados. É um fator genético e não racial ou de adestramento. Em outras palavras, se o cão não tiver uma boa genética para trabalho de proteção você não conseguirá enfiar os drives nele."

De maneira semelhante é a opinião do Espanhol Marco Lobera, criador de Presa Canário e Pastor do Cáucaso que testou a guarda dezenas de cães e escreveu uma centena de textos sobre cães:

"Na minha opinião, é a desconfiança inata em algumas raças de cães, é algo que eles carregam em sua genética. Essa desconfiança pode ser aumentada ou diminuída como educação que é dada ao cão, mas ele é uma característica fundamental inata. Obviamente, essa desconfiança é aumentada se você isolar o cão e não deixar fazer contato com humanos que não sejam da família. E, obviamente, que a desconfiança diminui se você sociabiliza muito o cão, se você deixar muito contato com estranhos e permitir que eles o acariciem. Mas, essencialmente, eu acho que é um recurso que está na genética do cão. Eu vi Cáucasos que foram muito tocados desde filhotes e, no final, também lhes surgiu a desconfiança porque estava dentro. Por outro lado, tenho visto raças de cães que não são desconfiados por natureza, que foram isolados de seres humanos, e na hora da verdade , mesmo muito "provocados" nunca chegaram nem perto do nível de desconfiança de outros cães, desconfiados por natureza."

Os comportamentos Caninos, utilizados no manejo e educação dos cães, são chamados de impulsos (em inglês Drives), seguindo o Ensinamento de Ed Frawley eles são 3:

1. Drive de caça

2. Drive de defesa

3. Drive de luta

Da Leitura de Helmut Raiser e Ed Frawley, entende-se que o Drive de Defesa é divisível em 5 aspectos comportamentais, que são:

2.1 - Agressão Protetiva;
2.2 - Agressão Territorial;
2.3 - Agressão para Auto Defesa;
2.4 - Agressão para Defesa do Alimento ou da Caça;
2.5 - Evitação e Fuga (esse não se parece em nada com os 4 primeiros, conforme será demonstrado a seguir).

A Guarda Natural é baseada em duas facetas do Drive de Defesa, que são os impulsos de Agressão Protetiva e o de Agressão Territorial.

Agressão Protetiva é o impulso de proteger aos filhotes e demais membros da Matilha de qualquer tipo de ameaça , o ataque é firme e com o rabo a meia altura.

Como o nome indica, a Agressão Territorial é quando o cão sente que o seu domínio do território foi desafiado por um humano ou outro animal. Se impulsionado pela Agressão Territorial o cão ataca enfurecido e de rabo erguido.

Ed Frawley é explícito ao descrever que o Cão se comporta em Defesa quando protege o território, o seu dono e a sí mesmo.

E o próprio Helmut Raiser, que é direto ao mencionar que o Drive de Defesa não pode ser o principal impulso do cão no Shutzhund (esporte praticado fora do território do animal), em seu livro Der Shutzhund, descreve que o cão defensivo se mantém lutando quando dentro de seu território:

"Infelizmente, um cenário como este raramente se parece com o descrito, com mais frequência do que se possa crer, o cão será quem foge a não ser que algo mantenha seu interesse e o force no comportamento de defesa como: a presa, o territorialismo ou a não opção de fuga; situação à qual ele esta amarrado e não pode fugir. Isto mostra a relação antagônica entre o impulso de defesa e o comportamento de evitação."

Como a Guarda Natural dos cães é historicamente aproveitada há milênios para defesa patrimonial e pessoal e a enorme maioria das pessoas já vivenciou casos de cães mordendo pessoas e até matando ladrões, poucas afirmações no mundo podem ser mais equivocadas do que afirmar que ela não existe.

Até mesmo porque sobre a existência da Guarda Natural, comportamento protetiva do território e de sua matilha, Helmut Raiser, Ed Frawley e Marco Lobera são unânimes em a admitir, seja tácita ou expressamente, vejamos:

Helmut Raiser:

"Na prática, provocar o comportamento de defesa no cão pode ser feito da seguinte maneira: o figurante se aproxima do cão e o ameaça, resultando em comportamento agressivo de ameaça por parte do cão (rosnar, latir, morder). Neste momento o figurante foge e o cão atinge o final do objetivo de seu impulso."
...

Cães confiantes que tem alto limiar de excitação para o estímulo disparador afetando o comportamento de evitação (coragem) irão reagir mostrando comportamento de defesa mais do que o de evitação."

Ed Frawley

"O quadro que observamos de um cão não adestrado em defesa é totalmente diferente do que está em caça. Inicialmente ela demonstra insegurança. Os latidos são mais profundos e sérios. Os pêlos estão eriçados nas costas e ele estará mostrando todos os seus dentes e rosnando."

Marco Lobera

"Na desconfiança e agressividade para com estranhos, como explicado no artigo 2.10, digo que é indispensável a territorialidade no cão de guarda. E essa desconfiança e territorialidade tem em boa proporção naturalmente no bom Cáucaso. Saliento que no bom Cáucaso, porque há também muitos exemplares ruins que nem desconfiam ou são territoriais. Esta desconfiança é variável em grau ou idade em que ela aparece, mas é inata em um bom Cáucaso e deve sempre existir em um adulto."

É de suma importância diferenciar a desconfiança dos cães que apresentam Guarda Natural de insegurança e do medo, comportamentos inerentes a evitação e a fuga, conforme bem explica Ed Frawley:

"Se alto drive de defesa fosse ruim, não existiria fila brasileiro de qualidade, e os rotts antigos teriam sido cães sem qualidades, e que atacariam por medo. Quem já viu aqueles cães atacarem nunca irá se esquecer. E medo era a última coisa que eles sentiam.
...

- Dilatação das pupilas: as pupilas se dilatam para aumentar a claridade sobre a retina e também para aumentar o campo visual. A atenção do cão está mais dirigida à vigilância do que à tenacidade. Vigilância alta é característica das presas e de quem precisa fugir. Por isso, os herbívoros têm os olhos do lado da cabeça, para aumentar o campo visual e a vigilância. Tenacidade é característico de quem quer atacar, por isso, os predadores têm os dois olhos na frente da cabeça para ter melhor noção de profundidade e se concentrar melhor no ataque.

- Cauda baixa: a cauda baixa visa proteger os genitais. É uma atitude típica de defesa. - Pêlos eriçados: o cão procura assim aumentar sua silhueta, parecendo maior para espantar o inimigo.

- Latir grosso: da mesma forma, o cão procura mimetizar um cão maior de latido mais grave.

Em verdade, este animal está demonstrando um prenúncio de fuga. Está dando uma última cartada para tentar "sair por cima", tentando assustar mais seu adversário do que este o assusta. Se não conseguir, irá fugir. Não é questão de "se", mas de "quando". MAS, A SITUAÇÃO ACIMA NÃO PODE SER CONFUNDIDA COM A SITUAÇÃO DE O CÃO TER UM ALTO DRIVE DE DEFESA.

Os sinais expostos anteriormente não são sinais de alto drive de defesa, mas sinais de um prenúncio para a fuga. POR ISSO, NÃO PODEM SER CONFUNDIDOS SINAIS DE FUGA COM ALTO DRIVE DE DEFESA. UM CÃO COM ALTO DRIVE DE DEFESA NÃO IRÁ DEMONSTRAR NADA DISSO. MUITO PELO CONTRÁRIO. IRÁ ATACAR FIRMEMENTE COMO UMA LEOA QUE DEFENDE SUA PROLE."

Nos dias atuais, infelizmente, poucos cães são Guardiões Naturais Eficazes, isso ocorre por 3 razões principais:

- As Duas Grandes Guerras quase que dizimaram diversas raças caninas e para reconstrução das mesmas foram utilizadas outras raças sem função de defesa patrimonial. Excetuando desse fator as raças de cães utilizadas pelos exércitos e aquelas dos países que não foram palcos das batalhas;

- A seleção para exposição, que escolhe os mais sociáveis para reprodução, além de priorizar beleza em detrimento do temperamento mesmo nas raças ditas de guarda;

- Os esportes, que hoje são muito diferentes do início, pois como ocorre no Jiu Jitsu, a regra de pontuação distancia as competições da efetividade real, o que nos cães reflete na sua seleção, que prioriza cães de temperamento mais brando, portanto muito mais obedientes, sem instinto protetivo e que enxergam as situações apresentadas nas provas como brincadeira, de modo a jamais buscar morder fora da manga.

O objetivo final do Guarda Natural é proteger o seu território e a sua família, assim considero simplista dizer que o cão defensor pretende apenas que o oponente fuja, óbvio que vencer sem lutar é a vitória perfeita (Sun Tzu), porém, se o oponente não foge, o verdadeiro Guardião Natural irá lutar até que ele mesmo ou o inimigo morra.

O teste é a única maneira de saber se um cão é um Guarda Natural eficaz, do mesmo modo que também é a exclusiva maneira de saber se o cão treinado para proteção funciona em uma situação real.

O Guarda Natural pode ser treinado para defender o seus donos e seu território? 

Pode sim! Muito provavelmente o será de maneira diferente do cão que é mais impulsionado pelo drive de caça ou treinado desde filhote. Porém o treino preparará o cão para situações muito mais complexas do que as que ele está preparado naturalmente para enfrentar. 

Por isso, EU SOU A FAVOR E DEFENSOR DO ADESTRAMENTO COM ADESTRADORES FOCADOS EM SITUAÇÕES REAIS!!!

O percentual de cães de guarda com Guarda Natural Eficaz deve ser realmente baixo, pelos motivos elencados acima, porém em determinadas raças Marco Lobera defende o percentual de 30% e, ainda, de 75 a 80% nos casos de filhotes de pai e mãe que foram aprovados no teste de invasão:

"Portanto, muda totalmente a compra de um Cáucaso em que não se sabe nada dos pais, ou estes não terem comprovado a sua eficácia, de comprar um caucasiano linhas de elite e que os pais testados tenham demonstrado a sua eficácia. Se você comprar um Cáucaso cujos pais foram aprovados para o trabalho, a possibilidade do seu cão passar no teste contra humanos pode superar a probabilidade de 75-80%, especialmente em se tratando dos exemplares machos."

Guarda Natural é rara e portanto valiosa, assim, tal qual tudo dessa ordem, deve ser preservado por meio de testes, seleção e adestramento, ainda que da forma antiga que é o indicado para os cães naturalmente desconfiados, como faz a Escola Ares, mas é essencial que os criadores adquiram a cultura cinófila de aprovação mínima em testes variados como qualificação para reprodução que já existe no Pastor Alemão e no Pastor do Cáucaso na Espanha.

Na foto o Odin, Pastor do Cáucaso de 30 meses, testado e adestrado para proteção por Ricardo Adestrador, Daniel Albuquerque e o EdCarlos da Pires.

Fontes:

Livro Der Schurzhund de Helmut Raiser;
Site Território PresOvcharka de Março Lobera;
Texto de Ed Frawley;
Padrão CBKC do Pastor do Cáucaso;
Site Kuvasz Rio do Átila Gandra;

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